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A Indústria 4.0 e sua relação com uma cultura de dados

A chamada “Quarta Revolução Industrial” se distancia bastante da ideia de Indústria retratada no filme Tempos Modernos – obra de Charlie Chaplin que se tornou um símbolo das críticas aos processos de produção do século XX, palco da Segunda Revolução Industrial. Na Indústria 4.0, diferentemente dos modos de produção tayloristas-fordistas retratados no filme, o instrumento de trabalho não é o ser humano, mas sim os sistemas ciber-físicos, ou seja, o encontro de tecnologias digitais, físicas e biológicas.


Pôster do filme Tempos Modernos, de Charlie Chaplin.Reprodução/DW


O principal foco dessa nova fase é a melhoria na eficiência e produtividade dos processos. O uso de dados para embasar decisões, por exemplo, é um dos principais destaques dessa nova indústria, uma vez que busca compreender a realidade de uma empresa e utilizar o máximo de informação disponível para agir, reagir e prever situações.Por esse motivo, a cultura Data Driven é o cerne de empresas que desejam abrir uma vantagem competitva em meio às novidades trazidas pela Indústria 4.0.


O que é a Cultura Data Driven?

A palavra-chave, ao nos referirmos à cultura Data Driven, é “informação” – ou seja, dados. Hoje em dia, o método tradicional de tomada de decisões, dentro de grande parte das companhias, costuma ser baseado em intuição. Mesmo quando uma empresa se diz Data Driven – segundo o Capgemini Research Institute, em 2020, 50% das organizações se declaravam assim – é possível que ainda faltem passos para atingir o título. Toda a cultura precisa ser modificada para que a organização não seja uma fake data-driven, e isso inclui as orientações dadas aos colaboradores – é ineficaz utilizar dados para tentar alavancar seu negócio e, ainda assim, guiar-se pelo instinto.


Reprodução: Carlos Muza/Unsplash


Como a Indústria 4.0 utiliza os dados?

Com a concentração de diferentes tipos de tecnologia – como Computação em Nuvem, Internet Of Things (IOT) e integrações cibernéticas –, a análise de dados se torna central para manter um acompanhamento eficiente dos processos com o mínimo de perdas possíveis. Em junho de 2022, no Papo Data Driven, a Data Driven Organization promoveu um debate sobre esse assunto com Tulio Duarte, diretor de Industrial Software & Equipments na HarboR Informática Industrial.

Durante a conversa, Tulio comentou que, além da redução de perdas, a nova forma de produzir pretende acelerar a inovação dos produtos e gerar um novo modelo de negócio.

“No fim das contas, o que a gente tá dizendo é que as empresas que implementarem esses estilos, que seguirem esse novo modelo de produção, vão ser mais competitivas, e embaixo dessa competitividade tem a tecnologia”. – Tulio Duarte, diretor de Industrial Software & Equipments na HarboR Informática Industrial.


Como implantar uma Cultura Data Driven na minha empresa?

É importante que, ao implementar uma cultura de dados, a mudança se inicie de cima para baixo. O líder deve dar o primeiro passo e conduzir os colaboradores nessa direção. Além disso, os dados por si só não são suficientes; é necessário haver uma equipe qualificada que entenda a relevância de cada uma das métricas.

A Data Driven Organization é responsável por avaliar e certificar organizações que cumpram os requisitos de uma cultura de dados bem implementada, além de auxiliá-la através de insights ou mesmo responsabilizando-se pela formação de uma equipe.

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