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Como construir uma cultura Data Driven? Como começar?

As enormes quantidades de dados que existem a fácil acesso das organizações possuem o potencial de iniciar uma nova era de inovação dentro das empresas, baseada em fatos e dados. Logo, mais do que nunca, a habilidade de conseguir lidar e trabalhar com dados é crítica para o sucesso de uma organização. Contudo, mesmo com a insurgência de questões como a LGPD, ou cargos como CDO (chief data officer) ou CIO (chief information officer), uma cultura Data Driven ainda parece elusiva, e os dados são raramente a base universal para tomadas de decisão.


Por que é tão difícil?


Diversos estudos sugerem que a maior dificuldade em relação a criar uma empresa que seja Data Driven, não é técnico ou a ausência de sistemas robustos de tratamento de dados; é a cultura. É bastante simples dizer ou sugerir como deve-se utilizar os dados em um processo de tomada de decisão, mas é muito mais difícil fazer com que isso seja normalizado e automático para os colaboradores de toda a organização.

Para que isso seja alcançado, elencamos 4 pontos chaves para a construção de uma cultura Data Driven forte e perene:


1. A mudança deve partir de cima para baixo.


Empresas verdadeiramente guiadas por dados possuem lideranças que alinham a expectativa de que todas as decisões devem ser fundamentadas em dados. A partir do momento que um líder só toma decisões com base em dados, sua equipe saberá como se comunicar com seus líderes de forma com que gere bastante valor para eles.


Caso as lideranças utilizem mais a intuição do que os dados para a tomada de decisão, não espere que suas equipes sejam diferentes, pois tudo começa pelo exemplo. Por esse motivo a mudança deve ser de cima para baixo, com a liderança começando a cobrar por mais dados, melhores análise e alinhar essa expectativa com sua equipe, todos se tornam responsáveis em sempre buscarem dados para melhorar suas análises e fundamentar suas decisões.


2. Escolha métricas por sua relevância, não apenas para tê-las.


Medir as coisas certas é muito melhor do que medir tudo. Líderes devem escolher as métricas com cuidado e utilizá-las com sabedoria. Para escolher as métricas certas, deve-se conhecer bastante sobre o modelo de negócio da empresa, acompanhando todos os fatores que podem de alguma forma influenciar o desempenho dela.


Sempre lembre-se que uma boa métrica deve ser:

• Comparativa - Ela deve ser capaz de comparar diferentes períodos, grupos, usuários ou competidores.

• Compreensível - Pegue suas métricas e tente mostrar elas para alguém de fora da empresa. Caso a pessoa não consiga facilmente entender o objetivo que você está medindo aqueles dados, talvez seja um sinal que esteja muito complexo.

• Uma razão ou uma taxa - Razões e taxas são inerentemente comparativos e tem a capacidade de dar uma noção mais realista de como seu negócio está.


3. Empodere sua equipe para que eles consigam gerar mais valor com seus dados.


É fácil esquecer o papel potencial que a alfabetização de dados tem em fazer sua equipe mais eficiente e eficaz. Contudo, o conhecimento de ferramentas e uma maior acessibilidade aos dados é essencial para que todos os colaboradores possam contribuir com suas próprias análises dos dados que cada um deles trabalha. Então é do papel das lideranças de colocar os dados e as ferramentas à disposição da equipe e fazer com que eles fiquem animados e saibam como tirar proveito disso.


4. Tenha processos bem definidos que garantam o bom uso das ferramentas e de capacidades individuais.


Faça com que todos os processos sejam documentados, detalhando o quê, o como, o quem e o porquê de cada um deles. A boa definição de processos faz um melhor uso das capacidades individuais de cada membro da equipe, garante um melhor alinhamento sobre as atividades e como resultado disso, os processos são realizados com melhor qualidade.

 

Dados fornecem formas diferentes de evidência para a validação de hipóteses, dando aos gestores a confiança de se aventurar em novas áreas, negócios, inovações e processos sem dar um passo no escuro. Mas simplesmente ter a aspiração de ser uma organização Data Driven não é o suficiente. Para ser guiado por dados, empresas precisam desenvolver uma cultura onde essa mentalidade pode aflorar. Líderes podem promover isso através do exemplo, praticando novos hábitos e alinhando expectativas sobre como embasar uma decisão em dados.


Nós da Data Driven Organization ajudamos as empresas a identificar quais os pontos onde há maior potencial de melhora sobre a cultura de dados de cada organização e fornecemos os insights necessários para que a empresa saiba como começar a revolução Data Driven!


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