Buscar

Como a WAP se certificou como uma Data Driven Organization? Confira a entrevista

Oito meses se passaram desde que a WAP, empresa referência no mercado de equipamentos elétricos e ferramentas, foi certificada como Data Driven Organization. Com o certificado, a empresa, que está no mercado há mais de 60 anos e foi certificada pela DDO em abril de 2021, reforça o seu compromisso no uso de dados.


a wap é uma data driven organization

E, para aprofundarmos e entendermos melhor o processo de avaliação e cultura de dados da WAP, conversamos com a Beatriz Paulino, gerente de Business Intelligence da organização. De acordo com ela, a avaliação oferecida pela Data Driven Organization reforçou a cultura de dados da empresa e também atentou os gestores aos temas que ainda não estavam bem difundidos entre os colaboradores.

Confira a entrevista completa logo abaixo! Boa leitura.


(Data Driven Organization) De que forma os dados são usados na WAP?

Beatriz Paulino: A gente usa para a tomada de decisão de todas as áreas da empresa. Então, temos um BI (Business Intelligence) bem estruturado, centralizado e que atende mais algumas áreas, menos outras áreas, mas a gente usa para centralizar todas as informações. Então, usamos os dados hoje dentro do BI. A gente é muito mais forte com os dados internos da empresa, e agora estamos começando a agregar dentro desse BI com os dados externos também. Mas a gente usa no nosso dia a dia tanto para parte tática, operacional, quanto estratégica.


(DDO) E quando a WAP fez a certificação no começo de 2021, o que motivou a empresa a procurar por uma certificação Data Driven?

BP: Tem um monte de coisa, mas principalmente a parte de engajamento interno. Porque a gente entende que é uma característica muito importante, o fato de sermos direcionados a dados, e queríamos tangenciar isso para os colaboradores também. Tem também a questão externa, a gente tem vários momentos que precisa se apresentar para as empresas, e a gente se coloca como uma empresa que é direcionada a dados. Mas não conseguíamos tangenciar, explicar com nenhum tipo de certificação, ficava muito aberto. Todo mundo pode dizer que é Data Driven, então a gente também queria conseguir se posicionar internamente.


(DDO) Como essa cultura de dados é passada para novos colaboradores e reforçada para os antigos?

BP: Temos um plano de treinamento mais básico para todo mundo que começa usando o BI. Para os cargos que vão precisar com mais frequência do BI, que precisa de um aprendizado mais rápido, a gente faz um curso especial de integração avançada com uma sequência de treinamento durante um ou dois meses. Além disso, a gente tem um programa de treinamento interno aberto para toda a empresa, onde promovemos grupos multidisciplinares com alguns temas específicos. A gente vai reprisando esses temas de treinamentos que acontecem ao vivo até que todo mundo ou grande parte das pessoas consigam ter participado.


(DDO) Qual era a percepção que vocês tinham da cultura Data Driven da WAP antes da avaliação e o que mudou com a avaliação?

BP: O principal foi a percepção das coisas em que a gente é mais fraco. Porque é fácil entender o que fazemos bem, nós já temos uma ideia. Mas, o que a gente faz pior provavelmente é porque estamos esquecendo de olhar para elas. Então, conseguir identificar alguns pontos – principalmente de infraestrutura ou pontos relacionados à qualidade do dado –, que às vezes a gente achava que estava bom, mas aí quando veio a pesquisa a gente percebeu que não estava legal. Então esses foram os pontos que resolvemos focar, e o plano do que a gente precisa melhorar mudou um pouco com base nessa avaliação.


(DDO) Como foi a adesão dos funcionários durante a avaliação da WAP?

BP: Nós fizemos uma força-tarefa para tentar engajar, porque a gente queria deixar todo mundo bem à vontade para responder, sem aquela percepção de que era uma avaliação externa e que a gente deveria ir bem ou alguma coisa assim.

Primeiro, fizemos um alinhamento com gestores, aí eu expliquei um pouquinho melhor sobre nossos objetivos com a pesquisa. Quando fizemos a comunicação para as pessoas, a gente selecionou quem iria participar, para que fossem todas aquelas que utilizassem o BI. Mas a gente fez questão de mostrar que cada pessoa era muito importante ali na resposta, valorizando a participação dela.

A gente fez alguns slides de comunicação mostrando o que é ser Data Driven, colocamos informações sobre por qual razão isso é importante. A gente tomou cuidado com isso de explicar o que era Data Driven, porque tinha aquele apelo de ter motivação interna também, então queríamos aproveitar o momento para nos engajar sobre o tema. Apostamos bastante na comunicação com eles, e fizemos um lembrete durante a semana da avaliação para relembrar quem tinha que responder. Isso fez com que as pessoas percebessem que era importante.


(DDO) Algum resultado apresentado no relatório final de avaliação foi surpreendente para a WAP?

BP: O que mais frustrou foi a qualidade dos dados. Eu vi que, em média, as empresas têm realmente uma nota pior nesse ponto, mas a gente parou para refletir e viu que tem alguns muito fracos que precisamos melhorar. Esse foi o ponto que mais doeu de perceber que não estava bom. O que a gente já imaginava, conforme nós fomos respondendo, é que teríamos uma nota bem ruim com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso porque a gente não tinha feito nenhuma comunicação dentro da empresa, e esse ponto eu tenho certeza de que na próxima vamos melhorar


(DDO) E houve algum ponto positivo que vocês não sabiam que era tão bom assim?

BP: Tem uma avaliação que a Data Driven Organization faz considerando a análise de todo mundo para saber se a gente está alinhado ou não. É uma conclusão que não tem a ver com aquelas camadas padrões, com os pilares principais, mas foi uma análise que o Rafael Meurer, Business Development da DDO, fez e comentou com a gente sobre o alinhamento da empresa em relação ao tema. As respostas estavam coerentes, até a parte qualitativa onde escrevemos os pontos estavam muito coerentes entre si, mesmo entre diferentes áreas e diferentes níveis hierárquicos. Esse foi um ponto que eu achei super legal, fiquei muito contente que parece que está todo mundo bem alinhado. E é real. Depois, perguntando sobre, achamos realmente que estamos alinhados em relação a isso.


(DDO) Depois de todo esse tempo de certificação, o que mudou? O que vocês conseguiram implementar?

BP: Temos um plano de ação que não caminhou muito, relativo à arquitetura de dados. Não posso dizer que a gente implementou muita coisa depois que passamos pela avaliação e certificação, mas mudamos um pouco o nosso plano e estamos começando a implementar. A parte da arquitetura é um pouco mais demorada, a gente tomou os primeiros passos para mudar um pouquinho a arquitetura e melhorar a qualidade dos dados, mas ainda não é uma coisa que conseguimos resolver. Quanto à parte da LGPD, a gente está fazendo uma comunicação melhor, então, entendemos que as pessoas vão saber mais sobre o tema da próxima vez. Mas os resultados vieram muito para um plano que vem a partir dali. Fizemos a pesquisa no começo do ano [2021], e eu acho que, para ver mesmo os resultados, só no ano que vem [2022].


(DDO) Quais foram os impactos que a Avaliação e Certificação Data Driven Organization gerou dentro da WAP?

BP: O impacto motivacional e interno. Aquele primeiro objetivo das pessoas entenderem que a WAP é uma empresa voltada a dados. Então, a motivação interna no tema, de incorporar essa característica para ela, de "já que a empresa é assim, eu também tenho que ser".

Uma coisa legal que aconteceu foi que, quando eu fui contratar pessoas para o BI, das pessoas terem percebido, notado e achado interessante que tínhamos essa certificação. Essa motivação é interna, as pessoas sabem que estamos focados nesse tema, mas acho muito legal comentar que, mesmo nas contratações, já tivemos pessoas que citaram essa certificação como um dos pontos que fizeram elas se interessarem pela vaga.


(DDO) Qual é o futuro Data Driven para a WAP? Como a Data Driven Organization pode ajudar vocês a alcançar esse objetivo?

BP: A WAP tem um objetivo grande que é: hoje, temos uma área de BI que atende a todas as áreas, mas boa parte do BI é feita pelos especialistas de BI. A gente enxerga que, a médio e longo prazo, isso não vai existir tanto, e cada vez mais as pessoas das próprias áreas vão ser mais especialistas em BI.

Pensando bem longe, entendemos que hoje esse conhecimento que a área de BI tem vai estar mais distribuído na empresa inteira. Vamos ter pessoas altamente capacitadas para análise de dados em todas as áreas. Já temos pessoas boas, mas isso vai ficar muito mais espalhado. E a Data Driven Organization pode ajudar a gente com o ensino, treinamentos, capacitação para que todo mundo se sinta empoderado em relação a esse tema. Esse self service de BI tem que ser cada vez mais delegado e próximo das áreas.


Quer fazer da sua organização uma Data Driven Organization?

Entre em contato conosco! Temos as mais diversas soluções para empresas que desejam ser guiadas por dados. É só clicar no botão abaixo!



estratégia de dados